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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ecoturismo: Bonito (MS) é eleita melhor Destino Sustentável do Mundo

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A cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, recebeu o prêmio de melhor destino de turismo responsável do mundo. A premiação ocorreu dia 06 de novembro, em Londres, durante a World Travel Market (WTM), considerada uma das maiores feiras da indústria de turismo da Europa. O prêmio World Responsible Tourism Awards está na décima edição e, neste ano, recebeu mais de mil inscrições. O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) apoiou a candidatura de Bonito.

Ecoturismo: Bonito no Mato Grosso é eleita como Melhor Destino Sustentável

“A premiação de Bonito confirma que o Brasil já é um excelente pólo turístico aos olhos do mundo. Um em cada cinco turistas estrangeiros que o Brasil recebe vem em busca de ecoturismo, e agora, com essa premiação, a tendência é aumentar a entrada de turistas que se interessam por esse segmento”, disse o presidente da Embratur, Flávio Dino.

A cidade foi escolhida pelo desenvolvimento de um sistema de controle do número de turistas que visitam as belezas naturais da região. O controle é feito por meio de um voucher digital que registra o nome do turista e as atrações que ele pretende visitar.


O esplêndido cenário de Bonito ganhará ainda mais relevância no segmento de ecoturismo e turismo sustentável em 2014 quando sediará a oitava edição da Conferência Mundial de Ecoturismo e Turismo Sustentável, evento captado recentemente também com apoio da Embratur. A conferência deverá reunir mais de 500 profissionais de dezenas de países. Ainda este ano, em dezembro, acontecerá em Bonito o fórum Nacional do Mercado Ecoturismo, com foco no fortalecimento das políticas e diretrizes relacionadas ao ecoturismo.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Chapada Diamantina: um país no coração do Brasil

Chapada Diamantina reúne diversos cenários e uma rica história para quem quer desfrutar de muita natureza e paisagens que só nosso país pode oferecer.Dividida em várias serras, como a do Bastião, da Mangabeira, do Rio de Contas, das Almas e a Serra do Sincorá, a região reflete um país desconhecido que vive no dia-dia e no imaginário do povo sertanejo.


Antigamente, a Chapada viveu da riqueza dos diamantes e do ouro, em seguida foi abadonada e hoje rejuvenesce com o turismo local. É sem dúvida, um dos parques nacionais com a maior diversidade em relevo e paisagens do país, unindo cachoeiras em cânions monumentais, ao azul esverdeado de lagos como o da Pratinha, que destoam do chão batido de tom vermelho e empoeirado do sertão.


Mergulhar em cavernas, percorrer trilhas, circular pelo casario colonial e já estar cumprimentando a cidade inteira depois de dois dias nela ou experimentar os pratos da culinária local, como o godó de banana (feita com a fruta verde) e o cortado de palma (uma espécie de cacto refogado), nos insere em um Brasil do qual muitos brasileiros apenas ouviram falar.

Para você conhecer e aproveitar cada minuto de sua estadia, que tal dar uma olhadinha nas principais atrações do local?!

Cachoeira da Fumaça- O vento “borrifa” pelo ar as águas da cachoeira de 340m de queda e 420m de altura! Um dos caminhos que leva até ela foi feito para que o gado suba a serra, mas quem aproveita mesmo são os milhares de turistas que visitam o local por ano. A paisagem durante a trilha é de tirar o fôlego: de um lado o Morrão (outro cartão postal da Chapada) e do outro o Vale do Capão. Este é o chamado “Fumaça por cima”. Para fazê-lo os viajantes partem do vale. São cerca de 6 km de distância, 1,5 km deles via Serra do Sincorá. O chamado “Fumaça por baixo” é para quem está com bom preparo físico. São quatro dias e três noites em meio a cenários belíssimos. Em ambos os casos é imprescindível o acompanhamento de guia local.

Morro do Pai Inácio- No km 231 da BR-242 está o ponto de partida para a subida ao Morro do Pai Inácio. São cerca de 20 ou 30 minutos sempre acompanhados é claro, de lindas cenas. No alto do morro, vista panorâmica – fonte de fotos de um dos principais cartões-postais do Brasil. Certamente você já viu os Três Irmãos em uma vinheta de comercial na TV ou num cartaz em uma feira de turismo. Uma trilha pouco explorada é a Morro do Pai Inácio – Morrão. São 7km que valem a pena ser percorridos.

Cachoeira do Sossego – Partindo de Lençóis são 6 km de caminhada em trilha e dois através do leito do rio Ribeirão. São cerca de 3 horas de subidas e descidas e pedras a pular para chegar a essa bela cachoeira, cuja trilha exige bom preparo físico.


Cachoeira do Rio Mucugezinho/Poço do Diabo- Vários trechos têm poços formados. Lá está o chamado Poço do Diabo, a 22m de altura de um verdadeiro “trampolim”!

Poço encantado- Um dos ícones da Chapada.
Entre abril e setembro e em certas horas do dia, os raios do sol passam por uma fenda cuja luz é refletida no espelho d´água. A cor azul intensa é mágica. Embora não pareça, suas águas têm 40m de profundidade e os mergulhos são permitidos somente com autorização do ICMBio e acompanhamento de guia experiente. A atração faz parte da cidade de Andaraí.

Morro do Camelo- Fica ao norte da Chapada, ao “lado” do Morro do Pai Inácio. São 4 km de distância, com acesso através de carro e trilha. Sua altura é de aproximadamente 170m e altitude de 1090m.

Marimbus- O passeio de barco a remo (canoa de madeira ou alumínio) pelo pântano da Chapada formado pelas águas dos rios Santo Antônio e Utinga é bastante tranquilo. Várias espécies animais se fazem presentes neste “mini pantanal” baiano. Não esqueça o repelente.


Gerais do Vieira- Altiplano onde estão as mais lindas cenas do parque nacional. Guias e agências de receptivos locais organizam “expedições” que exploram o imenso vale.
Vale do Capão- Faz parte do município de Palmeiras, cujo principal distrito é Caetê-açu. O vale de indescritível energia e beleza é destino obrigatório para quem visita a Chapada Diamantina.

Vale do Paty- A trilha Lençóis-Vale do Paty é uma das mais atraentes da Chapada. O caminho liga Lençóis à Andaraí, passando pelo Capão. São 70 km atravessando rios, cânions, vales, cachoeiras, serras e gerais, sugerindo como que um resumo de todas as atrações da chapada.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Com natureza quase intocada, Bonito oferece paz e adrenalina

Nos cerca de 300 km percorridos de carro entre Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, e Bonito, uma das mecas do ecoturismo no Brasil, bastava fechar os olhos e já podia “ver” imagens de grutas e rios coalhados de grandes e coloridos peixes. Por isso, a vontade de chegar a esse lugar, que combina totalmente com o nome que carrega, era grande. Expectativa que, desde 28 de abril de 2013, pode se “materializar” mais rápido, já que a Azul inaugurou um voo regular para a cidade, saindo de Campinas (SP).


Com uma política de preservação ambiental rígida, o que garante que a natureza e toda a sua beleza continuem extremamente bem preservadas, a pequena cidade mantém lugares inacreditáveis. São grutas com formações que parecem de outro mundo; rios de água cristalina que permitem longas e sossegadas flutuações, um sem-fim de variedades de peixes e muitos animais. Tanto quanto esses espetáculos de terra e água é preciso sentir ainda a emoção de assistir a uma revoada de araras-vermelhas. Difícil fugir do trocadilho: Bonito é bonito demais.


Entre tantas atrações espetaculares, a cidade tem seu cartão-postal na Gruta do Lago Azul. Lá, depois de descer 292 degraus encravados na pedra, aprende-se, na prática, o que são estalactites e estalagmites. Os primeiros pendem do teto e os segundos nascem no chão, emoldurando o lago subterrâneo de mais de 90 metros de profundidade e de um tom azul intenso, onde vivem espécies milimétricas de crustáceos e repousam fósseis de mamíferos, como o tigre-dente-de-sabre.

Bonito ainda conta com uma segunda gruta para visitação, a São Miguel, e a Secretaria Municipal de Turismo espera abrir também ao público a Gruta de Nossa Senhora de Aparecida. No entanto, se você estiver ansioso para um mergulho, parta logo para as flutuações, mergulhos em que o visitante, mesmo usando máscara de snorkel e pé de pato, se deixa levar ao sabor da correnteza.


Nos rios de Bonito, é possível contemplar o peixe do ponto de vista do próprio peixe. Entre eles, a novidade é a flutuação na Nascente Azul, inaugurada em dezembro de 2012. Começa com uma caminhada de pouco menos de 2 km, por passarelas de madeira, para, então, seguir por 300 metros pelo Rio Bonito, um afluente do Rio do Peixe. De colete e roupa de neoprene, você terá a companhia de piraputangas, piracanjubas, curimbas, cascudos e lambaris.

Outra flutuação bastante agradável é no Balneário Municipal, em que dão o ar da graça piraputangas e dourados enormes, graças à ração que os turistas compram por R$ 1. O complexo, aberto das 8h às 17h, permite passar todo o dia entre o Rio Formoso, as quadras de vôlei e futebol de areia, lanchonetes e restaurantes, além de quiosques para quem quiser preparar o próprio churrasco.

Mas o passeio top de Bonito atende pelo nome de Recanto Ecológico Rio da Prata, que fica, na realidade, no município vizinho de Jardim, e é exclusivo para o máximo de 150 felizardos por dia. A flutuação começa no Rio Olho d’Água, dono da maior variedade de peixes entre os rios locais e de nascentes que se assemelham a vulcões submersos, tamanha é a força da água brotando do lençol freático e remexendo o fundo de areia. No mesmo espaço, há o mergulho de cilindro na Lagoa Misteriosa, com visibilidade de 40 metros e profundidade desconhecida.


Espetáculo no Céu
Aproveite a proximidade e agende a ida ao Rio da Prata junto com a visita ao Buraco das Araras. No passeio, turistas podem conhecer Modesto Sampaio, proprietário do lugar. Tem quem acorda com as galinhas. “Seu” Modesto tem o privilégio de despertar com as araras-vermelhas, que fazem ninhos em buracos nos paredões ou na parte oca de árvores forradas de madeira moída.

Ali, uma grande depressão de paredes avermelhadas – chamada dolina (que seria o inverso de uma colina), com cem metros de profundidade e 160 de diâmetro – é rodeada por uma vegetação de cerrado, lar das araras-vermelhas. Alegres e barulhentas, elas se agrupam nas árvores e, quando menos se espera, partem em revoada. Ao fundo, a floresta esconde um lago esmeralda habitado por um casal de jacarés-do-papo-amarelo.


Por motivos óbvios, não é possível se aventurar no tal buraco. Mas, para liberar um pouco de adrenalina, salte de uma plataforma de seis metros, caindo num poço na Estância Mimosa, onde as trilhas levam a cachoeiras no Rio Mimoso, que convidam ao banho e funcionam como hidromassagens naturais. Depois, é só curtir o almoço feito no fogão a lenha e um descanso no redário, encerrando o dia com uma cavalgada.

Esse trecho foi retirado da revista Viaje Mais, seção Brasil, edição 144.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Bonito: não há nome melhor para batizar um dos destinos mais belos do país


Cavernas submersas, complexo de cachoeiras e rios para flutuação fazem do lugar um destino imperdível para quem quer mergulhar numa natureza privilegiada.


Aliás, bonita é pouco. Com atrações que surpreendem pela exuberância, esta cidadezinha na Serra da Bodoquena, vizinha do Pantanal, poderia ter sido batizada com o nome de “belíssima”. Presenteada por cachoeiras e rios de água transparente, seu trunfo está nas cavernas calcárias de beleza assombrosa.

O cartão-postal de Bonito é o Abismo das Anhumas, considerada a maior caverna submersa do planeta. A Gruta do Lago Azul, encravada de estalactites, que ao receberem a luz do Sol formam um espetáculo de reflexos mágicos na água azulzinha. Outra digna do título é a Caverna Boca da Onça, procuradíssima pelos viajantes em busca das paisagens que vêm, ano após ano, fazendo de Bonito um dos destinos imperdíveis do Brasil. Por isso mesmo, é sempre bom agendar os passeios. Por ser um reduto ecológico, as visitas para alguns pontos é controlada com limite diário.

Também vale a pena escolher um dos passeios pelos rios e lagos de Bonito. É possível ir boiando tranquilamente de snorkel pelo Rio Sucuri, enquanto se desliza entre peixinhos coloridos. E, para os mais corajosos, não faltam opções como rapel e outros esportes radicais. Aliás, a variedade de atrações com estilos diferentes é uma das vantagens deste destino. Viajantes aventureiros ou idosos animados, casais enamorados e famílias em férias: em Bonito todos encontram uma trilha perfeita para curtir.

Levar repelente e protetor solar é essencial, a cidade não tem nada de “bonita” na hora de dormir. Tem muito pernilongo que resolve dar o ar da graça na madrugada.

AVENTURA

- Abismo das Anhumas
Somente 16 pessoas por dia podem fazer este passeio. O motivo? O Abismo das Anhumas é a maior caverna submersa do mundo. Descendo por rapel, a pequena entrada esconde uma caverna gigantesca, com 72 metros de profundidade. Terminada a descida, um lago cristalino presenteia os visitantes, onde dá para mergulhar com snorkel. É preciso comprar o pacote em alguma agência da cidade com antecedência.

FIQUE ZEN

-Gruta do Lago Azul
Pode até ser que o tom de azul da lagoa encravada no fundo desta gruta seja um “efeito especial” da natureza: uma ilusão de ótica gerada pelos reflexos de luz. Mas que é lindo, não há a menor dúvida. Após uma curta caminhada em terreno íngreme (nem arrisque ir de chinelo, use tênis), chega-se ao local, cujo lago tem 90 metros de profundidade e é repleto de espécies raras de peixes. Aqui é para contemplar, pois é patrimônio natural tombado pelo Iphan.

-Rio da Prata – www.riodaprata.com.br
É só boiar. A correnteza suave transporta os aventureiros. Com o snorkel, é possível visualizar pacus, pintados e outros peixes.  A aventura é feita ao lado de um barco de apoio, que garante a segurança.

-Rio Sucuri – www.riosucuri.com.br
No trajeto, macaquinhos brincam na mata ao redor. Durante a flutuação, peixes como o curimbá esbarram com jeito nos mergulhadores. Também há um barco de apoio em todo o percurso.

FOTOS MARAVILHOSAS

-Buraco das Araras
Uma cratera em meio à mata impressiona. No passeio, os turistas se deslocam até o local, numa caminhada um pouco intensa, mas que vale a pena. Para deleite, diversas araras coloridas habitam o local.

CACHOEIRAS

-Boca da Onça
Separe um dia inteiro para conhecê-la.  Para chegar até a Boca da Onça, maior cachoeira do Mato Grosso do Sul, é necessário passar por outras dez no caminho. Os guias costumam fazer paradas para os turistas se divertirem nas outras cachoeiras.

-Estância Mimosa
É praticamente um complexo de cachoeiras, com sete opções para os visitantes, como a do Salto e do Desejo. Dá para fazer um pacote com almoço e lanche.

terça-feira, 16 de abril de 2013